Eu gosto quando a revista Playboy ousa. E ela até que fez isso um bom número de vezes, dos quais destaco Yoná Magalhães (Fevereiro de 1986), Ida (setembro de 1996) e Marina Lima (novembro de 1999).

Infelizmente nos últimos anos a revista resumiu suas capas a ex-BBBs, mulheres frutas e atrizes globais – todas reféns de um padrão de beleza industrial e, consequentemente, monótono.
Se essa nota for real e o objetivo da revista para a publicação de setembro se concretizar, resultará sem sombra de dúvida em mais uma rara edição de ousadia da revista.
O desenho Bob Esponja completou dez anos no dia 17 e para comemorar a data a Nickelodeon organizou um “tour” de uma estátua de 4,5 metros do personagem pelo mundo. A tal estátua estará em São Paulo, no Parque Villa Lobos, entre 19 a 28 de junho, e no Rio de Janeiro entre 1 a 19 de julho.
Não posso deixar de usar a data para expor minha repulsa pela série animada mais idiota já criada na história da animação. O desenho de Bob Esponja é uma ode a idiotia, pois tem como personagem principal uma pessoa (ou no caso, esponja) boba, ingênua e detentora de certo grau de retardo mental.

Não há nada de errado em rir de alguém bobo, ingênuo e possuidor algum retardo mental (ao menos num desenho animado), mas montar um personagem com essas características e torná-lo herói da série, fazendo-o triunfar diante da lógica, da perspicácia e da inteligência, é promover a imbecilidade e tomá-la como atitude correta.
Gostar dele, repetir suas frases ou rir de suas piadas – que são invariavelmente tolas – só faz aumentar a legião de idiotas que a animação ajudou a formar em uma década de existência.
Antes que pensem o contrário, adoro desenhos animados e cresci assistindo a animações que, ao contrário desta, são estreladas por personagens canalhas e que tentam sair das situações utilizando o cérebro – algo que o pobre Bob Esponja desconhece.

Façamos uma comparação entre o Bob Esponja e o Pica-Pau – as risadas mais idiota e sarcástica dos desenhos, respectivamente. Enquanto o primeiro escapa de situações com um misto de idiotice + sorte, o segundo se sobressai usando a cabeça para “passar a perna” em sua extensa lista de inimigos.
Não estou defendendo a cultura da esperteza, que como já sabemos, é uma das razões do Brasil ser o que é. Mas de longe prefiro que as crianças riam do Pica-Pau tentando descer as Cataratas do Niágara num barril do que do Bob Esponja escondido em casa com medo de se machucar do lado de fora.
Você é fã do Bob Esponja? Meus pêsames.
Se você colocasse para tocar no meu disckman eu não aguentaria 30 segundos. Como o clipe tem mulheres nuas andando em Paris, perdi 4:21 minutos da minha vida.

Isso quando começava a achar que era um cara movido por interesses mais nobres…
Para assistir ao clipe: “Baby Baby Baby”
Admitir sua ignorância sobre alguma coisa é um exercício curioso. Não tinha a menor ideia de que criatura é essa, mas fui informado que ela vive no sul da Ásia e pode ser descrita como um lêmure “miniatura”.

De acordo com as garotas da redação que assistiram ao vídeo dele sendo “coçado” - o mesmo que eu não consegui inserir aqui -, ele é “fofo e esquisito”.
É, tem lá sua lógica.
Para assistir ao vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=rLdQ3UhLoD4
Que os estudantes brasileiros não gostam de ler não é novidade. Assistir a novelas, jogos de futebol e reality shows é muito mais interessante para uma classe que não questiona qualidade e preza pela passividade.
Ciente disso, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo resolveu adotar um livro “moderno” para atrair os alunos da 3ª série do ensino fundamental das escolas estaduais: “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol”.
A obra, que não passa de um conjunto de histórias em quadrinhos relacionadas ao tema futebol (sempre ele), traz nomes interessantes como o ex-jogador Tostão (autor do prefácio) e os desenhistas Allan Sieber e Fábio Zimbres.

Até então a ideia parece boa, certo? Errado. Qual não foi a surpresa dos educadores ao constatar que a obra contém – pasmem! – palavrões, frases de conteúdo sexual e de duplo sentido.
Na verdade o problema é matemático: futebol + cartunistas = linguagem chula e piadas de duplo sentido. Não é preciso ser nenhum gênio para entender a fórmula. O que prova que, além de desconhecer a proposta do livro, ninguém sequer o leu.
Infelizmente “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol” não chegou às mãos dos pequenos. A obra foi recolhida e nossas crianças estão salvas de tamanha má influência.
Se o senhor secretário da Educação de São Paulo, o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, me permite uma sugestão para substituição da obra, indico essa coleção.
Na minha infância eu tinha três brinquedos preferidos: o Playmobil, os Thundercats e os Comandos em Ação. Os dois últimos possuíam séries animadas que eu adorava, das quais não perdia nenhum episódio.
Guardo com muito carinho as histórias que eu e meus amigos inventávamos com os bonecos militares lançados pela Estrela, que tinham nomes curiosos como Cabeça de Ponte, Raio Laser e Arma Pesada – sim, fabricados para divertir garotos belicistas, mas que por sorte ignoravam a “propaganda norte-americana” vinculada ao produto.

Atualmente os estúdios de Hollywood resolveram investir na adaptação destas “febres oitentistas”, impulsionados principalmente por produções bem sucedidas financeiramente como “Transformers”, de 2007.
Agora, um pouco mais maduro e ciente da mensagem passada pelos G.I. Joe (nome original dos Comandos em Ação), torci o nariz ao saber que a Paramount estava produzindo uma adaptação da série animada.

Cada notícia que surgia sobre o filme – como a escolha da dupla de péssimos atores Channing Tatum e Marlon Wayans para personagens-chave – só deixava mais clara a minha crença de que “G.I. Joe: A Origem de Cobra” seria uma das bombas de 2009. Dito e feito.
Hoje tive o prazer de assistir no Omelete o trailer dublado dessa pérola – não perca tempo com o legendado, pois o filme dos Comandos em Ação parece ter sido feito com o intuito de ser exibido na Sessão da Tarde.

Além das atuações risíveis, a trama que envolve a organização terrorista Cobra não faz questão de disfarçar o discurso da superioridade norte-americana perante o resto do mundo, que precisa ser socorrido/policiado a todo o instante – tendo a França como alvo preferido dos vilões (e produtores de Hollywood).
Apesar de criticar o discurso do longa, não acho que ele esteja em dissonância com a ideia dos G.I. Joe – muito pelo contrário. O problema é que nem que o parrudo orçamento dado ao diretor Stephen Sommers, autor de outra pérola do cinema, “Van Helsing” (que não vi e não gostei), foi capaz de fazer com que “os reais heróis americanos” deixassem de parecer brinquedos de crianças.
Para assistir ao trailer – de preferência dublado: “G.I. Joe: A Origem de Cobra”
Quando eu era pequeno, ou melhor, novo, era apaixonado pelos quadrinhos do Angeli. O fato de meu pai desaprovar a leitura da “Chiclete com Banana” só ajudou a despertar meu interesse pelas tirinhas de Bibelô, Rê Bordosa e Bob Cuspe.

O tempo passou e descobri o trabalho do Laerte. O poder de síntese, o traço direto e o elemento surpresa, sempre regado ao nonsense, garantiram seu lugar num pedestal alto, como um tipo de “santo dos cartunistas”.

A década de 90 foi dominada por esses dois monstros, e muito do que foi feito dali em diante bebeu do trabalho de ambos. Agora, nos últimos anos, uma nova geração de cartunistas parece ter despertado. E dessa leva, na minha opinião, Rafael Sica é o cara.

Sica é sem dúvida um dos mestres das tirinhas mudas, onde você lê (ou vê) e chega a ouvir o som na sua cabeça. Recomendo.
Para saber mais: Quadrinho Ordinário
Alguns trailers são ótimos à primeira vista e depois vão ficando menos empolgantes até que, no momento da estreia, você desiste de ver o tal filme e prefere sair com seus amigos para comer “batata frita”.

O trailer de “The Brothers Bloom” parece que melhora a cada vista. O filme é estiloso, a trama parece ágil e com algumas reviravoltas (espero que na medida certa) e, pelo que vejo, Rachel Weisz (no papel da ricaça que “coleciona hobbies”) rouba o filme.
Se houver alguma surpresa, espero que seja para melhor – fato raro, mas possível.
O trailer do filme você assiste aqui
Recebi na redação um release da 14ª Erótika Fair, evento anual que acontece agora em maio na cidade de São Paulo. A feira, que traz as grandes novidades de produtos eróticos, é aberta ao público em geral e a entrada é gratuita.

Lá dentro, porém, acontece a Erótika Hot, espaço onde tradicionalmente ocorrem as “atrações mais quentes”, como shows de strip-tease e demais performances sensuais. Lá os visitantes poderão tirar fotos, filmar e pegar autógrafos das “melhores porno-stars brasileiras”.
Infelizmente o acesso a Erótika Hot é cobrado – R$ 50,00 por um ingresso único.
Acho que todos deveriam fazer a sua parte e reservar um dia da semana para levar a Erótika Fair aquele vizinho religioso, aquela tia reacionária ou até mesmo aquele amigo homofóbico – que você estrategicamente vai largar aqui.
Para saber mais: 14ª Erótika Fair
Enquanto isso, na sede da Organização Mundial de Saúde:
